SEIS PONTO CINCO Sessenta e cinco anos. Foram chegando devagar, como uma nuvem que se vê bem ao longe. Sabe-se que, quando chegar perto, vai acontecer algo, chuva, trovoadas, tempestade… Assim foi. Os sessenta aconteceram da noite para o dia. Entrei na sexta década e assustei-me. Os amigos, já sexagenários me acolheram como se entrasse em uma seita. Confiei e instalei-me. Hoje acordei com 65 anos completados. Mas já há tempos vinha observando a nuvem ao longe. Experiências novas com meu corpo, algumas não muito boas, novas dores, câimbras, hipertensão… cansaço. O caminho do envelhecer é estranho, é novo, ao mesmo tempo vemos todos os dias vários exemplares a nosso redor, um percurso previsível. Secretamente, nutria um cer...
A AMIGA DA MINHA MÃE Depois de muito adiar, decidi por em prática a limpeza do chão da cozinha. Demorei para por-me em ação porque teria que escovar ajoelhada e não estava segura de que meus joelhos apreciariam tamanho desconforto. Munida do necessário e da determinação, mais importante que tudo, pus-me de joelhos, produto no chão e escova na mão. Comecei a esfregar com vigor o piso, especialmente, entre as lajotas. Quando realizo trabalhos assim, solitários, minhas memórias são ativadas, memórias tão distantes, quanto mais for primitivo o trabalho. Sim, escovar o chão no século XXI é algo primitivo. Minha avó o fazia com frequente. Era assim naquela época. Movimentando a escova com força para frente e para a trás, pensei na amiga da minha mãe. ...
No Céu!! 30 AGO em 03 de abril de 2010, a caminho de VILA VELHA. Não gosto de quem fecha a janela do avião. não gosto de quem não sorri ao contemplar o céu, tão mais azul aqui do alto!
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